Cinema e Psicanálise – Filmes podem nos ajudar a crescer

Cinema paradisoEste blog nasceu para que possamos aprender e crescer com a vida que acontece nas telas e nos movimenta intensamente enquanto estamos parados fisicamente

Só há uma maneira de crescer, ampliar a mente e expandir espaço emocional para nos tornarmos pessoas mais evoluídas – Experienciando, vivendo e sentindo tudo isto de foma consciente.

Para tanto, não precisamos passar concretamente por inumeras experiencias da vida, um filme pode ser fonte de expansão mental e emocional, se pudermos absorver suas mensagens e as experiências que o cinema nos convida.

Enquanto assistimos um filme ficamos fisicamente, externamente imóveis na medida que internamente nossa mente e emoção está em movimento intenso onde nos tornamos os personagens, vivemos suas ansiedades, seus sofrimentos, suas alegrias, angustias, felicidades e sonhos.

Só há um meio de crescer: Vivendo, experienciando, sentindo e aprendendo desta experiencia. Assim, este blog nasce para iluminar e ampliar as possibilidades de nos enriquecermos e sermos inspirados pelo cinema, tornando esta arte muito mais que entretenimento, mas uma maneira de enchergarmos a nós mesmos e evoluirmos por meio dessas histórias de vida.

Léa Michaan – Psicanalista e escritora, para acessar meu blog com artigos  sobre psicanálise do cotidiano:

http://psicologaresponde.wordpress.com/

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A Bela e a Fera

 

 

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https://youtu.be/yQavig3rCTI

Este belíssimo filme além de apresentar lindos cenários, musicas, figurinos e efeitos especiais nos inspira várias reflexões que possibilitam enxerga-lo com lentes que podem transformar nossa visão e relação com o mundo.A Bela e a Fera conta a história de um príncipe egoísta e cruel, que cobrava muitos impostos para obter objetos luxuosos. Até que numa noite de tempestade em que realizava um luxuoso baile no castelo, uma velha pede abrigo oferecendo uma rosa como pagamento. O príncipe nega e ela se transforma numa linda feiticeira que transforma o príncipe numa fera horrenda e as pessoas do convívio do príncipe em objetos do castelo. Daí pra frente vale a pena conferir o desenlace da história por si mesmo.

Agora, convido você à lançar um olhar através do viés psicanalítico e interpretar a simbologia que foi apresentada neste filme dotado de grande sensibilidade.

A figura da feiticeira representa as circunstancias da vida e dependendo da maneira que lidamos com estas podemos nos tornar belos príncipes ou feras horrendas. Esta metáfora nos comunica que uma bela pessoa não é aquela que se veste com seda e jóias, mas aquela que trata os outros com consideração e compaixão é isto que pode transformar uma pessoa num “belo príncipe”. Em contrapartida, aquele que humilha, despreza e avilta a dignidade das pessoas, pode até ter o rotulo de príncipe, no entanto, não passa de uma fera horrenda.

Continuando nosso passeio psicanalítico pelo filme podemos compreender que as pessoas transformadas em objetos representam aqueles que se vendem, os puxa-sacos que circulam pelo castelo e perderam a humanidade e a dignidade, tornando-se pessoas que se “coisificam”.

Outro ponto interessante a observar é que lá sempre é inverno, isto comunica que o clima e a atmosfera de um ambiente está relacionado muito mais com o calor ou a frieza humana, do que com a temperatura dos termômetros climáticos.

Por fim, para que a fera se transforme num belo príncipe, e os objetos voltem a ser humanos, é preciso que a fera desenvolva a capacidade de amar e inspirar o amor de alguém. A mensagem é óbvia: para ser humano, é preciso saber amar e ser amado. Contudo, para que isto aconteça há um tempo limitado, representado pelo tempo de vida de uma rosa que representa a limitação do nosso próprio tempo de vida. Este é um alerta para nós que achamos que a vida é eterna e que não precisamos nos apressar em viver de forma afetiva e satisfatória o presente.

Agora convido a todos a assistir ao filme e refletir sobre nossa própria possibilidade de transformação!

Dhanak – Quando estamos desnutridos de afeto nos tornamos cegos

https://youtu.be/7uSpaly_8JQ
Belíssima a mensagem do filme Dhanakimage

Este filme conta a história de um menino de 8 anos que perde a visão e a irmã de 10 que cuida de forma tão amorosa do seu irmão que o conduz por muitos caminhos até ele restituir a visão.

O filme fala sobre esperança e fé, é uma linda amostra de perseverança e conquista.

A mensagem do filme é clara e gera muitas reflexões: A falta de afeto nos deixa desnutridos e perdemos a visão, no sentido de perdermos de vista o lugar que nos é de direito no mundo quanto pessoas dignas, porque nos destrói a boa auto estima e nos tornarmos totalmente dependentes de cuidados alheios, necessitamos de alguém que seja expressivo e nos compense a falta de afeto para voltar a enxergar e nos tornarmos pessoas seguras e independentes.

Atualmente existem muitas pessoas que não receberam amor na infância e necessitam compensar a falta de afeto na fase adulta sufocando a pessoa amada. Porque esperam que o outro ajude-as a se enxergar, a devolver a dignidade e a autoestima.

No entanto, aquele que se tornou cego, é o que melhor consegue ver a condição humana, as necessidades e distinguir aqueles que desenvolveram recursos para oferecer afeto, acolhimento e compreensão.

A fotografia do filme é linda e a história gera muitas reflexões.
Léa Michaan,

19/02/20ff17

Silêncio dos Inocentes e o potencial canibal que habita em todos nós

Em todos nós ha um canibal que pode devorar e engolir o outro.

O filme apresenta de forma brilhante o potencial canibal  que ha em todo ser humano em maior ou menor grau por meio da excelente interpretação de Anthony Hopkins. 

Quem de nós nunca se sentiu comido, mastigado  e se encontrou dentro das visceras do outro? Não me refiro por meio de dentadas propriamente ditas, mas por meio de olhares que nos deixam constrangidos, por meio de palavras que nos envergonham, nos tiram a dignidade, nos diminuiem. Todos nós somos engolidos e também devoramos os outros através de ares e expressões pelas quais as pessoas arrancam umas das outras a alteridade, o bem estar, os méritos, a espontaneidade ou a autenticidade. 

No filme o canibal é um psiquiatra, simbolizando que todo canibal em potencial precisa saber manipular os sentimentos e a mente das pessoas para poder “engolir” os outros.

O filme mostra que existem canibais que têm fome da carne do outro, isto representa aquelas pessoas que por meio de suas palavras-dentadas, precisam diminuir o outro para comer a sua carne, ou seja, comer o que o outro é, e assim se alimentam dela, ou seja, crescem ao engolir outro.

No entanto, existem outros tipos de canibais, aqueles que arrancam “apenas” a pele do outro, ou seja esfolam a pessoa para vestir a pele desta. Análogo aqueles que passam “rasteiras”, ou puxam o tapete do semelhante, seja na relação empresarial, na relação familiar, no ambito social ou  tirando a pessoa do lugar que ocupa no mundo. Trata-se de pessoas que não se integraram e, portanto, não têm um contorno representado pela pele que é o envelope do corpo. Por isso, sentem-se fluidas com o ambiente e no direito de pegar para si o lugar que o outro ocupa vestindo a sua pele, como se fosse sua por direito. 

Silencio dos Inocentes é um filme que pode gerar reflexões fundamentais sobre a relação humana e nos alertar sobre aspectos canibais existentes em todos nós,

Léa Michaan

6/9/2016

Yentl – Um tributo às situações da vida em que não nos sentimos inseridos no contexto que nos é imputado.

Todos nós podemos nos identificar com Yentl, porque em inúmeras situações da vida não nos inserimos no contexto que nos é imposto, não nos identificamos com aquilo que esperam de nós, seja a sociedade, a comunidade, a família, os amigos, o senso comum e até cada um de nós na relação a gente mesmo.
Sentimo-nos como a Yentl no início do filme observando as pessoas falar sobre o peixe, as compras do mercado, a cozinha, a costura e ficamos como um peixe fora da água, com a sensação que somos únicos e solitários neste mundo e que não pertencemos ao cenário. A sensação de não pertencimento acontece a todos nós e nestas ocasiões temos duas opções: 1- podemos ficar estancados neste lugar e com esta desconfortável sensação, ou, 2- procurar o nosso ambiente e batalhar para conquistar algum espaço num lugar que nos diz respeito, onde nos sentimos inseridos.
Yentl é apaixonada pelo estudo da Torá, sua paixão parece ser sua vocação – nossa vocação é aquilo que nos invoca, nos chama a partir de dentro de nós mesmos. Podemos compreender a paixão e o encantamento de Yentl pelos estudos judaicos porque além de ser sua vocação, também lhe era proibido, e tudo que é proibido é mais tentador. Por quê? Todos nós temos o impulso de transgredir. Afinal, para sermos criativos necessitamos conhecer e romper a rotina. Quando um bebê nasce ele rompe com o estado atmosférico do ambiente em que está inserido. O mesmo acontece com a gente, não basta nascer, precisamos ser. O ato de nascermos psiquicamente, emocionalmente e humanamente equivale ao gesto de colocar nossa impressão digital no mundo, marcar o mundo com a nossa presença, com nossas ideias e nossas ações.
Todo o ser humano é dotado de dois impulsos primordiais: o impulso de preservação da espécie e o impulso epistemofílico (do conhecimento). Yentl estava bem mais identificada com o epistemofílico do que a preservação. Para ela estudar Torá significava preservar, porque  no caso dela havia um irmão que morreu criança, parece que Yentl desde menina procura compensar o pai e a família por esta falta, e isto também a conduz aos estudos reservados apenas aos homens. Yentl deseja ser o filho homem que foi ceifado precocemente da família, o  único que poderia manter a tradição dos estudos da Torá na família.
Então ela corta os cabelos, cortar os cabelos é um escalpo, assim como alguns animais trocam a pele, as borboletas saem do casulo e criam asas, para nós humanos representa renunciar e renascer. O cabelo também é associado à força vital e ao próprio destino. Quando uma pessoa quer mudar seu jeito de ser e seu destino, uma das primeiras coisas que ela faz é mudar o corte do cabelo.
Na cena que Yentl está fugindo de seu povoado para ingressar em alguma yeshivá, ela canta uma música em homenagem ao pai. Fala de saudade e da necessidade de um beijo de boa noite. Todo o ser humano só consegue dormir embalado simbolicamente nos braços de alguém. Sentindo-se acolhido, aprovado e aceito. então encontramos quietudo para dormir.
Apesar de se vestir com homem, Yentl permanece uma mulher porque se apaixona por Avigdor, mas sua vocação fala mais alto e ela renuncia a ele para conquistar mais espaço em seu proposito no mundo.
No final ela parte para outro lugar, segundo suas palavras, um lugar em que ela não precisará mais se contentar com uma parte do céu, mas poderá ter o céu inteiro para si. Ou seja, ser ela mesma numa atmosfera e num ambiente que a aceite, a acolha, a absorva, onde ela se sentirá parte.
A cena em que ela está no navio entre a imensidão do céu e do mar, simboliza a sua passagem para conquistar espaços e realizar sua vocação. Análogo à passagem do povo de Israel pelo mar. Se não temos a coragem de atravessar o oceano, ficaremos escravizados num lugar em que não pertencemos, ou então, assim como na história da saída do Egito, podemos morrer afogados, sufocados ao sermos obrigados a nos relacionar com o que nos intoxica. Morremos simbolicamente para a nossa vocação e para a oportunidade de sermos nós mesmos.

O Patinho Feio

Este é um dos filmes mais sensíveis que toca a grande maioria das pessoas porque o enredo põe o dedo bem no centro da nossa ferida originária que nunca cicatriza totalmente: nossa solidão e orfandade.
Todos nós já fomos e somos patinhos feios em determinada situação da vida. Todos nós somos em alguma medida órfãos , assim como também já fomos rejeitados, excluídos, abandonados, e tememos que estas dolorosas experiências se repitam. Todos nós já entregamos nosso carinho, nosso amor, e as coisas boas que tínhamos para alguém, nos disponibilizando para o outro na expectativa do retorno afetivo e fomos golpeados pela rigidez daquele que apenas enxergava em nós utilidade funcional. Assim demos alma e recebemos o golpe frio da materialidade do outro. Nós éramos humanos para aquele que se tornara frio e duro para nós transformando a si mesmo no objeto funcional e material que via em nós. Porque o ser humano oferece facetas de sua condição aos elementos do mundo. Dito de outro modo, nós somos para o outro aquilo que  o consideramos para nós.
Por isso, quando nos sentimos pertencentes a algum grupo, muitas vezes, excluímos alguém. Este gesto é uma forma de comunicar ao outro humano sobre a dor da exclusão. Uma comunicação silenciosa e inconsciente. Fazemos isso para deixarmos de ser tão terrivelmente solitários em nossa solidão, se o outro sente em suas vísceras a mesma dor que sentimos, já não somos tão solitários assim.

A cem passos de um sonho


Estamos todos a alguns passos de um sonho.
Para realizar um sonho, o primeiro passo é ter um sonho, parece óbvio, mas pasmem! Muita gente não tem um sonho…
O segundo passo é acreditar, terceiro confiar em si, quarto ter esperança, então seremos capazes de dar os vários passos em direção à dedicação, a batalha, enfim, a transpiração para realizar o sonho. Neste ponto adquirimos alguma experiencia, então é hora de aprendermos desta experiencia. O aprendizado pode mudar a direção de nossos passos, torna-los mais leves, ou densos, talvez um pouco mais para direita ou a esquerda, pra cima ou para baixo, e até para onde nem imaginávamos.

Muitas vezes a realização dos nossos sonhos está exatamente onde acreditávamos ser o nosso pesadelo, assim como no filme, ou bem na frente do nosso nariz, e até mesmo dentro de nós! Como fazer para encontra-lo? Se abrir para as possibilidades.
O filme trás uma importantíssima lição de vida: o nosso sonho pode estar ao caminharmos justamente em direção de quem por desventura desenvolvemos algum tipo de preconceito, de quem imaginávamos ser contra nós. O filme nos inspira a sair da “casinha” ou do quadrado fechado e hermético onde nos empoleiramos e lá ficamos rígidos e engessados. O filme fala da importância em unir forças e compreender que a outra pessoa sempre poderá nos enriquecer psíquica e emocionalmente.
Linda a fotografia, linda a mensagem. Recomendo!

Léa Michaan,
12/10/2014

Um Amor em Paris

Os anos que se convive junto à alguém transforma-se em qualidade de amor.
Este tempo merece respeito e tem um peso e um valor que pode ser mais importante e relevante que a paixão desvairada. E é bom que assim seja porque o casal cria filhos, no caso deste filme eles também criam gado, criam uma história de vida e cumplicidade que tem a força de mantê-los unidos independentemente dos deslizes e das tormentas do fogo das paixões. O tempo transforma a relação afetiva em algo que é mais forte, mais intenso e mais real, por isso tem sustância.

Três cenas merecem atenção especial: 1- as esculturas do museu, feitas com dedicação, trabalho árduo e afeto. Estas esculturas representam a extração do humano eternizadas a partir da rigidez fria do mármore; 2- A pintura da pastora de gado; provavelmente, ele desejou guardá-la para si.  A pastora lembrou-lhe sua esposa fugaz, porém na pintura ela foi eternizada pelas mãos do artista.; 3- A transferencia dos proprios sentimentos para o boi que sofria com medo de perder o “amor de sua vida”. Eles falavam de si proprios através do boi, transferindo ao boi seus proprios anseios.
Por fim, o filme transmite a ideia de que nem tudo precisa ser dito em palavras, pois, nossos gestos podem revelar maiores verdades do que os dizeres. No filme, ele não diz que sabe o que aconteceu em Paris e ela não diz que sabe que ele sabe, mas ambos permanecem juntos buscando sarar as feridas, renovando a pele machucada e marcada por meio da lama que simboliza o engodo, o sujo e lamacento dia-dia de um casal que convive junto há muitos anos e do mar de lágrimas que fica denso e por isso mesmo sustenta, uni e cura.

Frozen – A Qualidade Emocional Congelante


Todos nós temos uma Anna e uma Elsa dentro de nós. Duas emoções irmãs que se revezam e às vezes se sobrepõem. Cada qual representa um estado psíquico pelo qual somos tomados e então congelados ou esquentados em nosso mundo interno podendo transbordar para fora de nós e atingir as pessoas e os objetos que nos rodeiam, tanto faz se é o estado mental é aquele que congela ou aquece, nosso entorno reflete nossa condição psiquica.
Do mesmo modo que ocorre com Elza, nossos intensos poderes, principalmente o congelante, também escapam de nosso controle e têm o poder de congelar e até matar objetos e pessoas do mundo que habitamos. Quando digo a palavra matar me refiro a matar no sentido de exterminar ou destruir uma relação que era quente e por meio de nossas “mãos” que representam nossos gestos congelamos e até petrificamos o outro.
Olaf, o divertido boneco de neve, representa as ações atrapalhadas que realizamos quando vivemos o conflito no qual somos tomados pela pulsão de congelar, no entanto, desejamos “desejar” esquentar.
Aquele que compreende o resultado do gesto congelante como uma tentativa desajeitada de fazer o bem torna o gesto passível de transformações ao longo do percurso da relação com o outro.
Afinal, todos nós ofertamos aos objetos do mundo facetas de nossa condição.
Se a condição é congelante ou aquecedora assim será a face dos elementos que compõem o nosso mundo.

O pão da felicidade – Assistir ao filme já é comer um pedacinho!

O pão da felicidade

Assim como todo o filme ou livro, este filme nos permite dar um salto para o poético. E que salto!
Ao assistir ao filme saltamos da nossa vida cotidiana da cidade urbana repleta de tarefas e somos transportados a deslumbrantes cenários que retiram de nossa atmosfera a poluição de maus sentimentos e penetram bons.
Por incrível que pareça no simples ato de assistir ao filme já somos contemplados por um novo estado de humor porque desfilam diante de nossas retinas imagens que alegram a nossa alma. A fotografia do filme é repleta de natureza onde foi apreendida a essência da beleza e simplicidade na qual somos banhados.
Explico-me melhor, nas imagens das crianças o cinegrafista realizou a dedicada façanha em captar a inocência e a candura infantil e vertê-la em nós; há um lindo carneirinho branco e tão doce que só falta sorrir dando vida e contrastando com o convidativo gramado amplo e os alimentos preparados com afeto emanam seu aroma enchendo a nossa boca de água, não de gula, porém, desejo visceral de compartilhar o alimento que esse filme oferece.
A história parece sonho, no entanto, é tão verdadeira que não há como não nos identificarmos, afinal, quem de nós, mulheres não sonhou em encontrar o seu “mani” – o príncipe encantado. E qual de nós não passa a vida ao lado de seu mani e não o reconhece? E os homens podem facilmente se identificar com o protagonista, afinal, é comum ter o desejo em mudar, ou fazer diferença no rumo do trem da história.
O pão da felicidade trás um segredo em seu bojo: a felicidade está em compartilhar o pão, ou seja; partilhar com as pessoas o bom da vida, alimentando-as e permitir que sejamos por elas alimentados. O bom é isto que fazemos com nossas mãos dedicadas. Nada mais.

Léa Michaan,
28/05/2014